Poemas participantes da enquete ( Em teste )

18 de outubro de 2012

O Sonho da Lagarta



Observo através da janela
O passeio pelo quintal, 
Dezenas de pequeninas donzelas.
Só não pode chegar vendaval.
Delicadas criaturas
Num bailar comovente
misturam cores e texturas
Parecem fugir da gente.
De pupa a borboleta,
Metamorfose dolorida
Assim nascem elas
Destinadas à efêmera vida.
Há que admitir-se meu bem,
É tanta beleza num vai e vem
Que paralisa meu olhar
Fico então entorpecida
sendo testemunha
de sua partida. 
Lá vão elas, lindas, asas amarelas
Bailando suavemente
Buscando outro jardim.
Rosas, orquídeas ou jasmins.



8 comentários:

  1. Simples e lindo! Adorei. Nunca pare de escrever

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  2. Remete às metamorfoses que sempre sofremos... o romper e ceder a cada dia em contraste com a singeleza e delicadeza da vida... Lindo!

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  3. Sim! Simples e belo. E tão belo justamente pela junção com a simplicidade e veracidade que atinge não só as frágeis borboletas, mas (como disse Jeff)a todos nós em nossas metamorfoses diárias! A-DO-REI...

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  4. Um poema singelo e leve, como leve são as borboletas nos jardins. Gostei!

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  5. Respostas
    1. Obrigada, Querida Dryka. Gosto de saber que você gosta.
      Beijos

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Quem sou eu

Gosto de escrever. Escrever para mim é uma necessidade, uma cura. Escrever é um ato de extrema entrega, é de dentro pra fora. Escrevo por urgência, escrevo por amor e com amor. Sou imediatista, intensa, e sonhadora! Defeitos? Tenho muitos, incontáveis talvez; melhor nem dizê-los.; Tenho uma alma sonhadora. Sonho, e como sonho...

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