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8 de fevereiro de 2015

Desabafo

Desabafo


Estava selecionando dados para a criação de gráficos que deveriam ser concluídos e entregues naquele mesmo dia, mas um pensamento não saía da minha cabeça. Na verdade uma imagem não saía da minha cabeça e não me deixava trabalhar.

A impressão que a gente tem, é que monstros só existem em filmes absurdos, filmes que reprisam na madrugada quase sem audiência, mas daí, você vê uma notícia na TV que te faz perceber que monstros são reais, de carne e osso e com aparência bem menos assutadora do que os monstros que aparecem em filmes, porém muito mais cruéis e sanguinários.

Monstros de verdade são aqueles que matam seus iguais. Monstros mesmo, são aqueles que apesar de providos de raciocínio, são capazes de matar, esquartejar, colocar numa mala e arranjar um lugar tranquilo para queimar o corpo de sua vítima.
Monstros estão sempre disfarçados de bonzinhos, simpáticos...

A gente sempre pensa que essas coisas acontecem sim, mas não acontecem perto da gente, porque nós não conhecemos e nem dividimos a parede do lado com um monstro. Vai saber né?

Vai saber quando o vizinho do andar de cima joga a filha janela abaixo, ou quando a vizinha patricinha, planeja a morte dos pais; vai saber quando a esposa do médico que atende toda tua família decide matar o enteado, ou quando o menor, neto da vizinha da frente decide matar a família toda... Vai saber né?
Não há como saber, pois monstros não usam crachás, nem tem deformidades terríveis, e não lançam raios venenosos com seus olhos, e suas garras parecem mãos, que afagam que acalentam, que até curam às vezes.

Toda vez que a foto do zelador assassinado pelo publicitário é mostrada na TV, fico pensando o que leva alguém matar um senhor que parece o tio da gente, sabe aquele tiozinho amado, que brinca de dominó com você quando todos os outros estão ocupados, aquele tio que sempre chega com um sorriso tímido e trás no bolso um chocolate pra você? Não entendo. Não faço questão de entender.

Ainda prefiro me chocar essas notícias, porque tenho muito medo, que no dia que a humanidade entenda esses atos, aceite-os como normais, porquê parece que já estão ganhando contornos de comuns.

Foi a imagem do "tio" que ficou ecoando em meus pensamentos, e não me deixou trabalhar.

Só uma crônica de desabafo.

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Quem sou eu

Gosto de escrever. Escrever para mim é uma necessidade, uma cura. Escrever é um ato de extrema entrega, é de dentro pra fora. Escrevo por urgência, escrevo por amor e com amor. Sou imediatista, intensa, e sonhadora! Defeitos? Tenho muitos, incontáveis talvez; melhor nem dizê-los.; Tenho uma alma sonhadora. Sonho, e como sonho...

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